Em dia (1º de fevereiro) de compasso de espera nas agendas nacional e internacional, o dólar caminhou em baixa moderada e virou para cima, mostrando estabilidade, após a queda forte na quinta, quando consolidou recuo de mais de 5% em janeiro. O Congresso toma posse em simultâneo às eleições para a presidências das duas casas, mas o mercado aguarda a mensagem de Jair Bolsonaro dia 4, e no plano internacional espera-se os dados de emprego dos Estados Unidos enquanto se desenrola negociações com os chineses num clima mais positivo.

Dólar oscilando acima dos 0,30%, entre US$ 3,66 e US$ 3,67. E Ibovespa Futuro mantendo o recorde acima dos 98 mil pontos.

Para o Senado, a eleição de Renan Calheiros (MDB-AL) é dada como certa, mesmo não sendo a melhor opção para o núcleo duro do governo, embora conte com o aval subliminar do ministro da Fazenda Paulo Guedes. Na Câmara, Rodrigo Maia (PFL-RJ) já vinha com reeleição mais encaminhada com apoio de parte da oposição.

Apesar de que são os dois que comandam o encaminhando das propostas do Executivo, não devem criar problemas. Maia, sempre disposto a se mostrar mais independente, é conhecido por seu apoio às mudanças na Previdência, e Renan é o camaleão de sempre, pronto para andar junto com o Planalto.

Parte da queda de 1,37% do dólar ontem foi debitada em falas de do governo, como do vice general Mourão, sobre a inclusão dos militares nas propostas da Previdência. Ou seja, uma reforma mais ampla, e sem janelas de saídas que tirem parte da economia desejada, é que está no radar da mensagem que o presidente vai fazer segunda-feira.

Os índices asiáticos fecharam em alta e as bolsas europeias caminham na mesma direção, apesar da indefinição do mercado americano. O nível de emprego que será conhecido hoje pode confirmar alguma desaceleração, justificando dificuldades para a economia, e justificando, assim, a decisão do Federal Reserve (FED) em segurar sua política de aperto dos juros. Também esse sinal foi importante para melhorar o clima nos mercados internacionais na quinta.

Quando também na agenda as notícias de algum encaminhamento mais tranquilo nas negociações sino-americanas. E que teve o anúncio de compras chinesas de soja, portanto um gesto de boa vontade.

O barril do Brent em estabilidade positiva, brigando para chegar aos US$ 61.